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Mostrando postagens de Agosto, 2011

Pequena síndrome de inexistência

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Esqueceram-se da chama que outrora ardia o pudor disfarçado em covardia. Apagaram a ultima lágrima que, úmida, ainda se privava de misturar-se ao ar. Insistindo firme em permanecer agrupando as lembranças, daquilo que um dia acreditou-se com o corpo e a vida. Foram-se todos os desejos. Todos os princípios. Toda a inquietude que fazia dançar a alma trêmula, daqueles que ainda acreditavam no sangue que, espalhado chão a chão, foi desperdiçado como vinho aos chacais famintos, do admirável mundo moderno. Pouco se viveu do amor quando ele habitou entre todos. Ama-se menos ainda, agora que quase inexiste nessa carcaça fria, que muitos denominam corpo. E os poucos grãos de vontade que ainda sobrevivem, dentre a terra estéril que se multiplica inútil quilômetros adentro, são convertidos a loucos passíveis de arrogância, desprezo e indiferença. Arca-se com os efeitos de se acreditar em algo que pouco se conhece. O preço de deixar-se apedrejar por todas as multidões. Há os que não suportam os pou…