Querida Mente, Perdão mais não pretendo fazer pacto com tal absurdo. Tal envolvimento seria desonesto comigo mesmo. E não me importa quantas regras se escondem por trás disso. A verdade nua e crua, é que meu espaço está limitado a um palmo de mente, ou a alguns centímetros de cérebro (e sejamos francos, normalmente centímetros desperdiçados). Não, eu não pretendo ser direto. Rodopiar por entre metáforas e simbolismos já é um costume. Mas vou direto a essência desta carta. Quando me olho no espelho, vejo olhos profundos e cheios de histórias e por tanto, dotados de conhecimento e fragilidade. Quase sempre vejo um estranho penteando meus cabelos. Mãos macias, delicadeza fria. Alguém muito parecido com o ontem e talvez uma sombra perfeita de algo perdido entre o hoje e o amanhã. Sim, é dessa falta de sanidade que quero falar. Desse momento espantalho que vivo todos os dias. O teto que vejo ao abr...
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