A Dívida




















Assim que nasci endividei-me com a vida.
Foi sem aviso, sem cartas ou contratos.
Simplesmente fui devendo e devendo e devendo...
É que prometi, desde que dilatei os pulmões pela primeira vez,
Que viveria, mesmo que me separassem do leite materno.
Prometi instintivamente que meus pés ergueriam meu corpo
E minhas mãos agarrariam vontades.
Não vi que meu bolso estava vazio
E que os trocados, esmigalhados na alma, não eram suficientes.
Poderia ter calado com silêncio esse pacto involuntário.
Mas inventei de chorar.

                                            (Halifas Quaresma)

Comentários

  1. Muito bom!! Excelente descrição, gostei muito da forma como colocou os sentimentos e os conduziu...chorar faz bem, apesar de indesejável!

    []s

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  2. Chorar é externar...é bom...limpa a alma...
    Adoro vir aqui. Beijos!

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  3. Porque você me fez refleti. A vida é mesmo um pacto. Um contrato não verbal.

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  4. Que lindo, Halifas!


    Só nos resta viver e encarar todo o pacote que a vida nos tras.

    beijo :*

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  5. Lindíssimo poema!
    o melhor mesmo é começar a viver senão a dívida será eterna!

    Gostei do que li, belos textos!

    Abraço!

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  6. ah ! sem graça todo mundo ja disse que esta otimo...e realmente tenho que concordar ta excelente..muito belo...bjim
    jéssyca suellen

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  7. ah ! sem graça todo mundo ja disse que esta otimo...e realmente tenho que concordar ta excelente..muito belo...bjim
    jéssyca suellen

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