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Ânsia

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Não saber esperar e enlouquecer na falta de uma presença É procurar amar apenas o que resta ser amado. Como que por migalhas, construísse caminhos de atenção. E na súplica de uma boca sem beijos Escolher agradar as horas que passam Ao invés de deixar amadurecer as vontades do peito.                                ( Halifas Quaresma )

Dos Lábios...

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Quem se importa com o rosto pálido, As mãos úmidas O inverno interno, A ausência da voz, O silêncio das idéias, O desapego da vida em volta, A inexistência do tempo, Ou a amargura das lembranças vazias? Antes do beijo, o fôlego é chave de segredos. E no ato, A falta dele é só um detalhe...                                     (Halifas Quaresma)

Dos que gritam

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O mundo? Esse é feito de silêncios E daqueles que conseguem ouvir                         (Halifas Quaresma)

O Gênesis

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Calejadas com tudo que fizeram, Descansou as mãos no sétimo momento. E prevendo a necessidade de usá-las no futuro, Não às tratou. Pois sabia que das feridas causadas pelos espinhos que pôs no mundo, Sairiam milagres. E um deles, Abraçou com sangue tudo aquilo que pôde alcançar...                                         (Halifas Quaresma)

Pedido

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Nesse momento. . . Que a vergonha, seja pelo calar. Que o desejo, seja da pele pra fora. Que o provar, não se limite à vontade. Que o não, seja indeciso. Que o talvez, seja entendido. Que a dúvida, seja a resposta. Que o ar, seja testemunha. Que as horas se cansem. Que os olhos não parem. Que a voz seja a minha. E teu sim também.                               (Halifas Quaresma)

Dance

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E todos os frios costumes que lhe regem, Que hoje durmam ao som do esquecimento. E toda a vida que passeia ao seu redor, Que hoje dance com a vontade de durar...                             (Halifas Quaresma)

Das coisas Minúsculas

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O que alimenta esse vazio nas veias? O que será isso que toma tanto de mim sem que ao menos exista? Qual será a razão de não encontrarmos o alcance de nossos olhos quando procuramos motivos e momentos? O peito sempre arde por coisas que buscamos. A vontade de voltar à infância, de viver os mesmos medos, de amar os mesmos rostos, de sonhar as mesmas coisas, de dormir e acordar para viver tudo de novo e com mais carinho.   Ao nosso redor as pessoas giram sem norte, repetindo absolutamente tudo que um dia fizeram seus pais, seus amigos, seus vizinhos. Não aprendemos ainda que a resposta não mora nos ponteiros, mas naquilo que os carrega, não no tempo, mas naqueles que o faz parecer necessário.   Lá fora é sempre mais alegre, é sempre mais barulho, sempre muito mais do que aqui dentro. Nunca tive o direito de me achar perdido do resto das coisas, mas minha vontade de não soluçar o desgosto de repetir as horas é mais forte do que ...